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Call me hopeless but not romantic
"Tenho um dragão que mora comigo. Não, isso não é verdade. Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço - seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo." - Caio Fernando Abreu.
theme by desesperançoso. don't fuckin' copy.

Código do theme. (CLICA)


As fotos devem ter o tamanho de 635x425, 410x275 ou 251x169.


Então você me vem com essa história de que vamos ser um casal diferente. Nada de chatices como filmes para tirar o tédio de domingos, jantares nos mesmos restaurantes ou até mesmo que iriamos trocar o jantar pelo café da manhã, viajar para os lugares mais exóticos, enfim, você nos queria jovem para sermos eternos em todos esse momentos. Porém, não importava o quão inusitada você queria que nossa vida fosse, no final, o que sobrava eram essas chatices que todos os casais passavam, caímos em rotina mesmo brigando com nós mesmo a cada dia para termos um pouco de eternidade. Sabe, Querida, enfeitamos nosso laço nunca foi o mais bonito, apenas tinha o completo perfeito da gente, mas a linha não foi forte o suficiente para nos segurar. Nos tornamos fiapos de nós dois e, para infelicidade do nosso eterno, não há agulha que nos junte novamente.
Pedro Cabral (desesperançoso)

O problema não é o clima. Não me importa se é verão ou inverno, o que define minha tristeza é sua ausência. Com você aqui, sou feliz mesmo chovendo.
— Caio Augusto Leite (via desesperancoso)

Talvez escrever seja uma forma de morrer. Morrer para sentir o doce gosto de renascer sempre que for necessário.


Ah, como deve ser bom morrer de você. Apenas para ter a chance de renascer contigo.


Bastou a primeira pedra cair sobre nosso telhado para você ir embora com medo de que ele desmoronasse sobre sua cabeça […]